em progresso - iniciado a 20 de Janeiro de 2026 Anno Domini
A Dança das Romas
Canto I - A Primeira Roma
O troiano que da guerra fugido
À Itália sua fuga levou
Fez Sílvia família e Reinado
E grande povo que dele herdou
Réia Sílvia a Marte filhos deu
Ao descumprir a sua promessa virgem
Que seu tio Rei lhe submeteu
Para tirar o poder da linhagem
Remo e Rômulo, latinos gêmeos
Que possuíam no sangue a guerra
Ao rio Tibre seriam atirados
Por chuva, deixaram-os à beira
À Lupercal, a loba os achou
E a eles, ela deu de mamar
Da caverna, Fáustulo os levou
Se pôs os gêmeos assim cuidar
Não souberam durante a infância
Que o poder lhes era divino
Mas tão logo vinha divergência
Surgia neles o líder latino
E, a tentar conversar o conflito
Dos leais a Numitor e Amúlio
Remo foi prisioneiro sem delito
E Rômulo descobriu seu espólio
Amúlio, tio-avô dos dois
Havia, a Numitor, destronado
Mas Rei ilegítimo não honrais
O avô foi então recoroado
Do troiano fugido, os herdeiros
Os irmãos como Reis aclamaram
E onde ficarão seus guerreiros?
Aos Deuses os irmãos questionaram
De Deuses os irmãos não concordaram
E a guerra dessa forma surgiu
Remo insulta o irmão, e o mataram
E Rômulo a cidade construiu
Assim que Roma se faz da Guerra
De Tróia quando Eneias fugiu
Romanos esperam que essa Era
Os dê glória que nunca se viu
Canto II - O Rapto das Sabinas
Rômulo, o primo Rei dos romanos
As damas sabinas mandou raptar
Para que casassem com os latinos
E grande prole pudessem gerar
Cenina e Antêmnas os atacaram
Pela honra da donzela sabina
À Roma, as cidades sucumbiram
E prevalesce a cidade romana
Os sabinos então já em fúria
A cidade romana, atacaram
Mas as damas não viram injúria
E a Roma os sabinos se uniram
Rômulo, o primeiro Rei romano
Que constrói essa civilização
Funda armas e Senado latino
O denário e o bravo pendão
Ao Olimpo Rômulo ascendeu
E tornou-se então Deus Quirino
O povo, seu sucessor escolheu
Para ser líder do Reino latino
Canto III - O Reino de Roma
Numa Pompílio então foi o Rei
E o primeiro sabino a o ser
Religioso e quase um frei
A Rei, ele não queria ascender
O sabino como frei Rei então
Os romanos se pôs a apaziguar
A paz foi marcante em sua gestão
Guerra e paz ele soube equilibrar
Terceiro dos reis foi Hostílio
E semelhante a Rômulo reinou
Ele de primo nome era Túlio
E o povo d'Alba Longa derrotou
O próximo Rei foi Anco Márcio
E, como era de Pompílio neto
Pôs-se a almejar a paz de início
Mas lutou quando a guerra veio perto
O quinto Rei foi Tarquínio Prisco
Neste Roma mui expande o seu domínio
De Roma, foi o primo Rei etrusco
Por desavença, morreu de assassínio
Penúltimo Rei foi Sérvio Túlio
Eleito ele não foi pelo Senado
Rei ilegítimo, causa prélio
Este morre também assassinado
O último Rei, também espúrio
Soberbo, que Túlio removeu
Tirano e notório vigário
De Tarquínio, um neto era seu
Soberbo também era construtor
Mas Rei ilegítimo não honrais
E cansados do imane opressor
Clamam romanos: o Rei derrubais
Canto IV - A República
O filho do Rei Soberbo raptou
Mulher nobre de nome Lucrétia
Após o rapto ela se suicidou
E o reino não o deu anistia
Brutus então arrancou a faca
Que no seio, Lucrétia cravou
E fundou a Roma República
Por essa mulher que assim honrou
Antes de morrer Lucrétia pariu
Filha bastarda que Roma tomou
Foi a República que aí surgiu
Na revolta que Brutus liderou
São duzentos mais quarenta e quatro
Anos depois de ser Roma fundada
E retirando um rei tão atroz
A República foi consolidada
E dois cônsules eram eleitos
Para dividir o poder cada ano
Soberbo tenta retomar os súditos
Mas não reconquista o povo romano