Autorretrato
Magro, não alto, cara de cansado
O cabelo é castanho bem escuro
Olho marrom também, porém mais claro
Barba feita, com bigode, ocludo
A orelha, vem do sangue, meio grande
Nariz, italiano, engraçado
O resto, de um Portugal passado
Que espera, sem razão, que não abrande
Do seu Paraná, fala sem cessar
E sobre dinheiro, mulher, governo
E qualquer coisa que interessar
Pecador, vive um eterno inverno
Por se orgulhar, odiar, cobiçar
Mas ama e tenta muito ser fraterno