O Soneto de Vinte e Um Dias
À minha frente há um mar vermelho
Quando eu paro para olhar no espelho
Para trás eu vejo um grande mar branco
Ao meu lado há um vazio banco
E a guitarra que eu escuto tocar
Desafina-se ao me provocar
A boêmia destas ruas me chama
Para o universo que você clama
Mas por aqui somos todos adultos
Mesmo assim ficamos todos ocultos
E fico eu aqui a ver estas curvas
Aos meus olhos agora estão tão turvas
Tanto que me causam bastante náusea
Quando passo em veloz e infeliz cláusea
OBS
Levei vinte e um dias para escrever este soneto, tendo vinte e um anos de idade. Foi coincidência.