O Soneto do Rocio
E chove em Nossa Senhora da Luz
Corta o vento no campo entre as serras
Cá onde pinheiros cobrem as terras
E ruas largas, à meia-luz
Mas foi lá na base desses planaltos
De repente, pelo orvalho, surgiu
E na rede de Berê, emergiu
Para reinar até os Sete Saltos
Na manhã de rocio branco e gélido
Em que muita graça tornou-se à gente
Saiu das águas do nosso litoral
Rogando por todo caboclo cálido
Como nossa santíssima regente
Hoje venerada em nossa capital