Soneto a Ti
Esvai-se tosco o republicanismo
E por ter já visto sua beleza
Nunca assim tão feliz foi a tristeza
De se ver a praticar lacronismo
E tiveste tu tamanha certeza!
Que jamais cairia em anarquismo
Sem ver d'onde vem o puritanismo
E entender, de todos, a natureza
Ouve os sinos que por ti dobrarão
Seu terrível silêncio inimigo
Que pares de olhos por ti chorarão?
Quando estiver em campo desamigo?
Quais são os que por ti em vão, rezarão?
Poderás contar só mesmo comigo