Gabriel

Soneto da Procura

Diga-me, a onde é que vais
Diga-me, d'onde é que vens
Fica à procurar um cais
Onde parar teus trens

À buscar a redenção
Para sempre ficarás
À buscar satisfação
Cuida-te com que serás

Veja, eu já feneci
Pois quando era miúdo
Como ti, me conheci

Veja, tu eres meu espelho
Mesmo assim não me olharás
Pois chamar-me-á um velho