Um fígado que me lembra Pessoa
Um fígado que me lembra Pessoa
Camões me é lembrado pelas viagens
E Dias, nas românticas miragens
Da nação que em silêncio ressoa
Lembra Azevedo, de tão natural
O vazio que tu sentes agora
Que viu em seu relógio a hora
Mas seu atraso é questão cultural
Entende então o que Neto falava:
Antes vem a Morte e então a Vida
Parece até literatura eslava
Gravada em uma lápide esquecida
De um soldado que antes fuzilava
Sem saber seu lado da sobrevida